A lacuna de autenticidade: o que a Geração Z realmente pensa sobre sua marca

A lacuna de autenticidade: o que a Geração Z realmente pensa sobre sua marca
Leitura de 3 minutos
Mariana Abelha, Patricia Fujisawa

A autenticidade não é opcional para a Geração Z. É o preço a pagar. Nosso estudo global* com mais de 500 jovens consumidores em oito países descobriu que 44% valorizam a transparência acima de tudo, enquanto quase um terço rejeita marcas por “se esforçarem demais” com mensagens forçadas.

A pesquisa revela uma divisão acentuada: marcas que combinam preços acessíveis, propósito genuíno e comunicação natural conquistam a lealdade, enquanto aquelas que priorizam o lucro ou lançam iniciativas superficiais perdem a confiança.

Realizado com o QualBot, nossa estrutura de pesquisa conversacional, o estudo mostra exatamente onde as marcas estão obtendo sucesso e onde estão falhando.

O que atrai a Geração Z às marcas?

Para a Geração Z, a conexão genuína com uma marca está associada a atributos como inclusão e diversidade, preços justos e acessibilidade, presença digital ativa e inovação alinhada com valores claros.

As marcas percebidas como verdadeiramente conectadas adotam um tom natural, oferecem valor acessível, interagem nas redes sociais com uma linguagem identificável e demonstram um compromisso genuíno com causas sociais e ambientais.

“As marcas que conquistam a Geração Z compreenderam uma verdade fundamental: hoje em dia, a relevância é conquistada através de valores, não de volume. E isso requer uma mudança das táticas de marketing para os princípios da marca.”

– Patricia Fujisawa, Gerente Sênior, SKIM

Fatores de conexão mais valorizados

Quando questionados sobre o que as marcas estão fazendo certo, os jovens destacaram:

  • Autenticidade e transparência (44%)
  • Presença e engajamento digital (37%)
  • Acessibilidade e preços justos (37%)
  • A capacidade de acompanhar tendências e personalizar ofertas (34%)
  • Inclusão (29%)
  • Agir com um objetivo claro (22%)
  • O uso de humor e linguagem acessível (19%)

Onde as marcas perdem a Geração Z

Entre as críticas mais recorrentes estavam:

  • Comunicação forçada (“esforçando-se demais” – 32%)
  • Foco excessivo no lucro (29%)
  • Preços elevados (27%)
  • Falta de diversidade (18%)
  • O lançamento de produtos superficiais ou de baixa qualidade (17%)

O que isso significa para sua estratégia

A pesquisa revela três prioridades claras para as marcas que têm como alvo a Geração Z:

  1. Inovação com propósito: os produtos e experiências devem refletir os valores que são importantes para a Geração Z. O propósito não pode existir apenas nas diretrizes da marca, ele precisa estar evidente no que você faz e como você faz.
  2. Comunicação autêntica: concentre-se em histórias reais, representação inclusiva e comunicação que pareça natural, não forçada.
  3. Gestão de receitas mais inteligente: priorize a acessibilidade nos seus preços e promoções. A Geração Z está disposta a pagar por valores autênticos, mas preços elevados sem uma justificação clara são um fator decisivo.

“A liderança da marca entre os jovens exige equilibrar a relevância global com a sensibilidade local, sendo inclusiva, transparente e consistente entre a mensagem e a prática.”

– Mariana Abelha, Diretora de Inovação, Insights de Marca e Comunicação, SKIM

A metodologia: insights qualitativos em escala

Este estudo foi realizado utilizando o QualBot, nossa estrutura de pesquisa conversacional baseada em inteligência artificial que transforma pesquisas tradicionais em diálogos dinâmicos. O QualBot é um chatbot de pesquisa qualitativa que utiliza inteligência artificial para apoiar o trabalho de campo da pesquisa qualitativa, auxiliando em atividades como sondagem, análise de texto, sugestões de codificação e exploração temática.

A metodologia é especialmente eficaz para desafios de marca, como fatores de conexão, associações e atributos. Também é muito útil para decisões sobre produtos, incluindo funcionalidade, adequação ao público e comunicação.

Ao combinar técnicas qualitativas aprofundadas, o QualBot captura nuances emocionais e comportamentais em grande escala, fornecendo insights poderosos para a tomada de decisões estratégicas.

Quer saber toda a história?

Gostaríamos muito de apresentar a você todas as conclusões e explorar o que elas significam para sua estratégia.

*543jovens com idades entre 18 e 25 anos em oito países: Estados Unidos, México, El Salvador, Guatemala, Brasil, França, Reino Unido e China.

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Mariana Abelha

Escrito por

Mariana Abelha

Mariana Abelha é diretora de Insights para Inovação, Marca e Comunicação SKIMna América Latina. Líder experiente com mais de duas décadas de experiência, ela combina conhecimentos em estratégia de marca, comunicação e inovação para moldar programas de pesquisa complexos para organizações globais. Sua carreira abrange os setores de bens de consumo rápido (FMCG), finanças e tecnologia, e inclui cargos de liderança em empresas de consultoria e organizações clientes. Conhecida por sua capacidade de conectar narrativas humanas com rigor baseado em dados, Mariana está comprometida em transformar insights em mudanças significativas para marcas e empresas.

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Patricia Fujisawa

Patricia Fujisawa

Patricia Fujisawa é gerente sênior de pesquisa de mercado na SKIM, com experiência em transformar insights de consumidores em estratégias acionáveis. Ela tem experiência em comunicação, segmentação, preços e inovação, e liderou projetos de pesquisa em toda a América Latina, apoiando marcas multinacionais de bens de consumo rápido (FMCG) no fortalecimento de seus portfólios e posicionamento de mercado. Patricia é apaixonada por inovação e pesquisa em comunicação e é reconhecida por traduzir dados complexos em recomendações claras que geram impacto nos negócios.

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